Segundo a Comissão Lancet de 2024, quase metade dos casos de demência poderia ser prevenida ou adiada atuando em 14 fatores de risco. Veja quais são e o que fazer em cada fase da vida.
Quase metade dos casos de demência poderia ser prevenida ou adiada atuando em fatores de risco que podem ser mudados. Essa é a principal conclusão do relatório de 2024 da Comissão Lancet sobre demência, que identificou 14 fatores ao longo da vida. Nunca é cedo nem tarde demais para agir.
Os 14 Fatores de Risco Modificáveis
- Baixa escolaridade na infância e juventude
- Perda auditiva não tratada
- Colesterol LDL alto
- Depressão
- Traumatismo craniano
- Sedentarismo
- Diabetes
- Tabagismo
- Pressão alta
- Obesidade
- Consumo excessivo de álcool
- Isolamento social
- Poluição do ar
- Perda de visão não tratada
O que Fazer na Prática
Cuide da audição e da visão
A perda auditiva é um dos fatores de maior peso. Fazer exames e usar aparelho auditivo quando indicado ajuda a manter a estimulação do cérebro e a vida social. O mesmo vale para a correção de problemas de visão, como a catarata.
Proteja o coração para proteger o cérebro
Controlar pressão, diabetes e colesterol reduz o risco de demência vascular e de Alzheimer. Tomar os remédios corretamente e fazer acompanhamento médico é prevenção cerebral.
Movimente-se
Atividade física regular, adequada à idade e à saúde, melhora a circulação cerebral, o humor e o sono.
Mantenha-se conectado
Contato social frequente e atividades com sentido estimulam o cérebro e protegem contra depressão. O isolamento, ao contrário, é fator de risco. Veja o artigo sobre solidão no idoso.
Trate a depressão
A depressão ao longo da vida aumenta o risco de demência. Tratá-la é cuidado com o humor e também com a cognição.
Proteja a cabeça e evite excessos
Capacete, cinto de segurança e prevenção de quedas reduzem traumatismos. Parar de fumar e moderar o álcool trazem benefícios em qualquer idade.
Estimule a mente
Aprender coisas novas, ler, jogar e manter desafios mentais contribuem para a reserva cognitiva. O artigo sobre estimulação cognitiva traz exemplos.
Prevenção Não é Garantia
Reduzir riscos diminui a chance, mas não elimina a possibilidade de demência, que também depende de fatores genéticos e da idade. Por isso, diante de sinais de declínio, a avaliação continua sendo necessária. Veja comprometimento cognitivo leve.
Realizo avaliação neuropsicológica e acompanhamento de idosos em Belo Horizonte, no bairro Planalto.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.
Perguntas frequentes
É possível prevenir a demência?
Em parte. Segundo a Comissão Lancet de 2024, quase metade dos casos poderia ser prevenida ou adiada atuando em 14 fatores de risco modificáveis ao longo da vida.
Quais são os fatores de risco da demência que podem ser mudados?
Baixa escolaridade, perda auditiva, colesterol LDL alto, depressão, traumatismo craniano, sedentarismo, diabetes, tabagismo, pressão alta, obesidade, álcool em excesso, isolamento social, poluição do ar e perda de visão não tratada.
Perda auditiva aumenta o risco de demência?
Sim. A perda auditiva não tratada é um dos fatores de maior peso. Fazer exames e usar aparelho auditivo quando indicado ajuda a manter o cérebro estimulado e a vida social ativa.
Exercício físico ajuda a prevenir Alzheimer?
A atividade física regular está associada a menor risco de demência, porque melhora a circulação cerebral, o controle de pressão e diabetes, o humor e o sono.




