A doença de Parkinson também afeta atenção, raciocínio, humor e sono. Conheça os sintomas não motores, quando investigar a cognição e como o acompanhamento psicológico ajuda.
A doença de Parkinson é conhecida pelo tremor e pela lentidão dos movimentos, mas também tem sintomas não motores que afetam muito a qualidade de vida: alterações de atenção e raciocínio, depressão, ansiedade, apatia e distúrbios do sono. Alguns desses sinais aparecem anos antes dos sintomas motores. Identificá-los permite tratar o que realmente pesa no dia a dia.
Sintomas Não Motores Mais Comuns
- Lentidão de raciocínio e dificuldade de atenção
- Dificuldade de planejar, organizar e fazer várias coisas ao mesmo tempo
- Depressão, ansiedade e apatia
- Distúrbios do sono, como falar ou se debater durante os sonhos
- Perda de olfato e prisão de ventre, muitas vezes anos antes do diagnóstico
- Em fases mais avançadas, alucinações visuais
Parkinson e Cognição
As funções mais afetadas no início costumam ser as executivas, como planejamento e flexibilidade, e a velocidade de processamento, mais do que a memória em si. Parte das pessoas desenvolve comprometimento cognitivo leve e, com a evolução da doença, algumas desenvolvem demência. Acompanhar a cognição ao longo do tempo ajuda a ajustar o tratamento e a orientar a família.
Humor: um Sintoma, Não uma Fraqueza
A depressão e a ansiedade no Parkinson fazem parte da própria doença, pelas alterações químicas no cérebro, e não são apenas reação ao diagnóstico. A apatia, que é a perda de iniciativa, é frequentemente confundida com preguiça ou desinteresse pela família. Esses sintomas respondem a tratamento, com psicoterapia e acompanhamento médico.
Quando a Avaliação Neuropsicológica é Indicada
- Quando a pessoa ou a família percebe mudanças na atenção, no raciocínio ou na memória
- Para ter uma linha de base e acompanhar a evolução ao longo dos anos
- Antes de procedimentos como a estimulação cerebral profunda, em que a avaliação faz parte da indicação
- Para diferenciar efeitos de humor, sono e medicação das alterações cognitivas
Como a Psicologia Ajuda
A psicoterapia trabalha a adaptação ao diagnóstico, a ansiedade antecipatória, a depressão e a apatia, e orienta a família sobre como estimular a participação sem cobrança. A reabilitação cognitiva oferece estratégias para as dificuldades de atenção e organização. O cuidado ideal é multiprofissional, com neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.
Veja também comprometimento cognitivo leve e tipos de demência. Atendo pessoas com Parkinson e familiares em Belo Horizonte, no bairro Planalto, e online.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.
Perguntas frequentes
Parkinson afeta a memória?
Pode afetar. No Parkinson, as funções mais afetadas no início costumam ser atenção, planejamento e velocidade de raciocínio. Algumas pessoas desenvolvem comprometimento cognitivo leve e, com a evolução, demência.
Depressão é comum no Parkinson?
Sim. Depressão, ansiedade e apatia são frequentes e fazem parte da própria doença, pelas alterações químicas no cérebro. Esses sintomas respondem a tratamento.
Quais são os sintomas não motores do Parkinson?
Alterações de atenção e raciocínio, depressão, ansiedade, apatia, distúrbios do sono, perda de olfato, prisão de ventre e, em fases avançadas, alucinações visuais.
Quando fazer avaliação neuropsicológica no Parkinson?
Quando há mudanças percebidas na cognição, para acompanhar a evolução ao longo do tempo e antes de procedimentos como a estimulação cerebral profunda.




