Demência não é uma doença só. Conheça os principais tipos, os sinais que ajudam a diferenciar cada um e por que o diagnóstico correto muda o tratamento e o cuidado.
Demência é um termo geral para o declínio cognitivo que compromete a autonomia, e ela pode ter várias causas. Os tipos mais comuns são a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência com corpos de Lewy e a demência frontotemporal. Cada uma tem sinais iniciais diferentes, e identificar o tipo muda a medicação, os cuidados e a orientação à família.
Doença de Alzheimer
É a causa mais frequente de demência. O sinal inicial típico é a dificuldade de guardar informações novas: a pessoa esquece conversas recentes, repete perguntas e perde objetos. A evolução costuma ser gradual. Com o tempo aparecem dificuldades de linguagem, orientação e planejamento. O artigo sobre sinais iniciais de Alzheimer aprofunda esse início.
Demência Vascular
Relacionada a lesões nos vasos do cérebro, como AVCs e pequenos infartos silenciosos. Os sinais mais comuns são lentidão de raciocínio, dificuldade de atenção e de planejamento, e alterações de marcha. A evolução pode ocorrer em degraus, com pioras após novos eventos vasculares. O controle de pressão, diabetes e colesterol é parte central do tratamento.
Demência com Corpos de Lewy
Tem características próprias que ajudam a reconhecê-la:
- Flutuações importantes da atenção e do nível de alerta ao longo dos dias
- Alucinações visuais bem formadas, como ver pessoas ou animais
- Sintomas parecidos com os do Parkinson, como rigidez e lentidão
- Comportamentos durante o sono, como falar ou se debater enquanto sonha
O diagnóstico correto é importante porque pessoas com esse tipo de demência podem ter reações graves a alguns medicamentos antipsicóticos.
Demência Frontotemporal
Costuma começar mais cedo, muitas vezes entre os 45 e os 65 anos. Os primeiros sinais são mudanças de comportamento e de personalidade ou dificuldades de linguagem, e não perda de memória. Veja o artigo sobre demência frontotemporal.
Quadros Mistos e Causas Tratáveis
Em idosos, é comum a combinação de mais de um processo, como Alzheimer e alterações vasculares. Além disso, quadros como depressão, deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo e efeitos de medicamentos podem imitar demência e precisam ser investigados.
Como Chegar ao Diagnóstico
O diagnóstico é médico, feito por neurologista, geriatra ou psiquiatra, com exames de sangue e de imagem. A avaliação neuropsicológica contribui mostrando o perfil de cada função cognitiva, o que ajuda a diferenciar os tipos, e serve de base para acompanhar a evolução. Realizo avaliação neuropsicológica de idosos em Belo Horizonte, no bairro Planalto.
Este texto tem caráter informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre demência e Alzheimer?
Demência é o nome geral para o declínio cognitivo que compromete a autonomia. Alzheimer é a causa mais comum de demência, mas existem outras, como a vascular, a com corpos de Lewy e a frontotemporal.
Quais são os tipos mais comuns de demência?
Doença de Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy e demência frontotemporal. Em idosos, também são comuns os quadros mistos, com mais de uma causa.
Como saber qual o tipo de demência?
O diagnóstico é médico, com exames clínicos e de imagem. A avaliação neuropsicológica ajuda a diferenciar os tipos ao mostrar o perfil das funções cognitivas afetadas e preservadas.
Existe demência que tem cura?
Algumas causas de declínio cognitivo são tratáveis, como deficiência de vitamina B12, hipotireoidismo, depressão e efeitos de medicamentos. Por isso é essencial investigar antes de concluir o diagnóstico.




